logo b&m defesa comercio internacional

Notícia

21/09/2009

Mestre de Kung Fu é preso por liderar quadrilha em SP

SÃO PAULO - A Polícia Federal prendeu em São Paulo o mestre de Kung Fu Li Kwok Kwen, conhecido como Paulo Li, e outros 15 acusados de participar de uma quadrilha que contrabandeava da China e vendia em São Paulo e em estadados do Nordeste do país celulares falsos. Cada aparelho, considerado cópia bem feita da marca original, era vendido por cerca de R$ 200 a R$250 na região da Rua Santa Ifigênia, na capital paulista. Dos 16 presos, cinco são chineses.

 

Paulo Li é acusado de ser o líder da quadrilha e apontado como um grande distribuidor celulares falsos. Segundo a PF, ele comprava os aparelhos e acessórios diretamente da China e distribuia por mês no Brasil mais de 3 mil unidades, movimentando perto de R$ 1 milhão mensais. Na operação da PF foram apreendidos 5 mil aparelhos apenas na capital paulista. No total, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, em São Paulo e na Bahia, em lojas, residências, depósitos, escritórios de advocacia e em uma instituição pública paulistana, cujo nome não foi divulgado, para recolher documentos e provas contra os acusados.

 

Os aparelhos chegavam no Brasil por avião e por remessas via Correios. No Correio, um funcionário foi preso e acusado de fazer a entrega da mercadoria à quadrilha. Para escapar de operações policiais contra pirataria e produtos falsificados, a quadrilha tinha como informante um funcionário público - seria ele o responsável por avisar os integrantes do bando de operações de fiscalização ou apreensão na capital paulista.

 

A investigação durou seis meses. A Polícia Federal descobriu outros crimes praticados por integrantes do bando. Dois dos 16 presos são um ex-oficial do Exército brasileiro e um chileno, apontado como ex-membro do Serviço Secreto do Chile. Os dois eram especializados em obter dados cadastrais em empresas de telefonia móvel para fazer espionagem. Cada cadastro de clientes destas empresas era vendido por R$ 200 a R$ 250, mesmo preço de cada aparelho.

 

Paulo Li também ajudava estrangeiros que queriam obter visto de permanência no país. Um fisioterapeuta ligado à quadrilha, que também atua na distribuição de produtos falsos, emitia atestados e comprovantes de tratamento feitos com datas anteriores a fevereiro passado, para que os estrangeiros em situação irregular pudessem obter anistia e ter seus documentos no país regularizados.

 

As duas  operações foram batizadas pela PF de Wei Jin, que significa trazer mercadoria proibida, e Linha Cruzada, por conta do envolvimento de escutas telefônicas.

 

Também nesta quinta-feira, a polícia paulista apreendeu um lote de calçados falsificados da marca Oakley, que eram distribuídos na região da 25 de Março. A diferença é que os produtos falsos eram fabricados aqui mesmo, no Brasil, na cidade de Franca  (SP), reconhecida por suas exportações de calçados nacionais. Para não despertar suspeitas, os calçados eram trazidos a São Paulo em ônibus de turismo.

voltar


bmlegal@bmlegal.com.br


Desenvolvido por ProBrasil.net