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Notícia

22/09/2009

Para IBP, novo marco não é o ideal para a Petrobras

O presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), João Carlos De Luca, voltou a criticar a intenção do governo de conceder à Petrobras a operação de todas as áreas exploratórias estratégicas do Brasil, especialmente as do pré-sal. Ontem, durante o seminário "Pré-sal: riscos e oportunidades", realizado pela Firjan, em parceria com a Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), Organização Nacional da Indústria de Petróleo (Onip) e IBP, De Luca afirmou que esta estratégia não é um recurso técnico ideal para o País. "Em toda a extensão da área em que se localiza a camada de sal há diferentes potenciais de jazidas, umas gigantes, outras de médio porte, outras menores, que poderiam facilmente abrigar várias empresas em diferentes portes", disse De Luca.


          Segundo ele, corre-se o risco de a Petrobras, como única operadora, concentrar seus esforços e recursos financeiros apenas em áreas de grande porte ou de ter de gastar em áreas que não são suas prioridades. "Pior que isso, corremos o risco de ter áreas exploratórias de menor porte não exploradas por falta de priorização do operador de grande porte", comentou De Luca. O presidente do IBP disse ainda que, como o governo fez a escolha pelo modelo de partilha, cabe à entidade apresentar pontos para aperfeiçoar, com contribuições. "A obrigação do IBP é aportar suas contribuições a esse modelo, porque as indústrias trabalham nos dois regimes internacionalmente. Agora, vamos aperfeiçoar isso, que é o que estamos fazendo com as emendas."

 

 

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